Viabilização da Agroindústria Familiar recebe destaque em Dia de Campo de Alegria

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É possível comercializar produtos da agroindústria com bloco do produtor rural? Preciso pagar para fazer rótulos dos produtos? Tem algum custo determinar a composição nutricional dos produtos? É necessária a licença ambiental? Como definir a planta da estrutura e as instalações hidrossanitárias? Qual a diferença de legislação para produtos de origem vegetal e de origem animal? Estas foram algumas das respostas obtidas por produtores do município de Alegria, durante dia de campo realizado nesta terça-feira (26/02). As perguntas orientadoras apresentadas já no convite do evento instigaram aproximadamente 50 pessoas a se deslocar até à propriedade de Nardel e Luciane Braum, na comunidade de Espírito Santo.

Foi junto à Agroindústria Familiar Delícias da Lu que os participantes – em sua maioria beneficiários do Programa de Gestão Sustentável da Agricultura Familiar (PGSAF) executado pela Emater/RS-Ascar com recursos do Governo do Estado – acompanharam estações sobre o histórico da agroindústria e resultados econômicos, legislação e políticas públicas voltadas à agroindústria familiar, vigilância sanitária e saneamento.

História da Agroindústria Familiar Delícias da Lu
São mais de 20 produtos elaborados na Agroindústria, gerando emprego e renda a sete pessoas. O sonho do casal empreendedor, pais do menino Gustavo, de sete anos, foi viabilizado com muito trabalho e acesso a políticas públicas como o Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf), por meio do qual recebeu assessoramento da Emater/RS-Ascar para a implantação e legalização da agroindústria, e do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Estabelecimento Rurais (Feaper), cujos recursos foram utilizados para a aquisição de equipamentos.

Luciane conta que procura manter como diferenciais na agroindústria a utilização de receitas da família, a regularidade da oferta dos produtos e o planejamento da matéria-prima e das formas de comercialização.

O engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar Arlindo José Moura de Almeida destacou a participação dos Braum e de outras 22 famílias de Alegria no PGSAF, por meio do qual receberam assistência técnica em questões econômicas, sociais e ambientais das propriedades. Sobre a atividade de agroindústria, que vem crescendo no município, destacou que, além da viabilidade de se investir em uma agroindústria familiar, estes empreendimentos geram emprego e renda, agregam valor, permitem a sucessão familiar e promovem o desenvolvimento rural e local. “Para além dos resultados econômicos positivos no caso da Luciane e do Nardel, outro importante retorno tem sido o investimento em capital humano, com a participação em capacitações que revertem em conhecimento”, afirmou o engenheiro agrônomo.

Legislação e Políticas Públicas
O assistente técnico regional da Emater/RS-Ascar em Sistema de Produção Animal, médico veterinário Jorge Lunardi, destacou a vocação da região de Santa Rosa para a formalização de agroindústrias familiares, são 410 cadastradas no Peaf, sendo que 141 agroindústrias já alcançaram a legalização fiscal e sanitária. Os passos para a legalização e o perfil das agroindústrias que mais tem crescido na região – panificados, derivados de cana-de-açúcar e mandioca embalada – também foram apresentados por Lunardi.

Vigilância Sanitária e Saneamento
A importância do saneamento básico e dos cuidados com o lugar em que se vive foi reiterada pela assistente técnica regional social da Emater/RS-Ascar, Lisete Primaz. “O trabalho, o investimento, o que se faz em uma propriedade rural deve ser com vistas ao bem-estar da família, afinal, o que acontece em uma propriedade é movido por pessoas”, afirmou, destacando ainda que, além do local de produção é preciso cuidar do lugar em que se vive, a casa, que é onde se descansa, se alimenta, se dialoga, se planeja, se toma decisões e se vive em família. O cuidado com a família, segundo ela, perpassa por ações de promoção à saúde e bem-estar vinculados ao saneamento básico.

O fiscal sanitário da 14ª Coordenadoria Regional de Saúde, Antônio Palhano, esclareceu que o trabalho da Vigilância busca contribuir para que as pessoas não adoeçam e tenham suas vidas zeladas, em um trabalho que busca a promoção da saúde. “Uma das funções centrais do fiscal sanitário é defender o consumidor para que tenha segurança alimentar, com orientações e fiscalização de quem produz o alimento”, explicou.

Também reiterou o trabalho realizado pela Emater/RS-Ascar de assessoramento gratuito em questões como rotulagem e capacitação de boas práticas, essenciais para um resultado satisfatório.

Agroindústria Familiar e Estruturas de Apoio
Almeida destaca que a Emater/RS-Ascar presta serviços de assistência técnica nos municípios e capacitação nos centros de treinamento, orienta ao acesso e executa políticas públicas, bem como viabiliza a execução dos projetos das famílias que desejam empreender. “O Programa Estadual de Agroindústria Familiar, juntamente com o Sistema de Vigilância Sanitária do Estado e o Sistema de Inspeção Municipal, são as portas de entrada para quem deseja trabalhar com agroindústria familiar”, destaca Almeida.

Para outras informações, procure o escritório da Emater/RS-Ascar de seu município.
Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar – Regional Santa Rosa
Jornalista Deise A. Froelich
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Fonte: EMATER/RS