29.9 C
São Miguel das Missões
terça-feira, outubro 17, 2017
Início Turismo Pontos Turísticos

Pontos Turísticos

Sítio Histórico São Miguel Arcanjo

Cruz Missioneira e Ruínas de São Miguel

Dos antigos sete povos jesuítico-guarani que ficaram no Rio Grande do Sul, São Miguel se destaca por apresentar o maior número de estruturas e em melhor estado de conservação. Motivo pelo qual, em 1983, foi declarado Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela UNESCO, Organização das Nações Unidas para Educação, Ciências e Cultura. Os remanescentes nos permitem ter uma ideia da planta da Redução, da dimensão e do grau de sofisticação que atingiu a obra, aqui realizada por padres e índios, entre 1687 e 1756, quando os habitantes das Missões foram dizimados pela Guerra Guaranítica. Estas ruínas atraem, até hoje, uma corrente turística de distintos pontos do mundo e é impossível visitá-las sem se deixar tocar pela grandiosidade do espírito missioneiro. Da antiga Redução, ainda são visíveis as fundações do colégio, das oficinas, do cemitério, do cotiguaçú, do tambo e das casas dos índios; bem como, a igreja que foi a primeira obra missioneira a ser construída, com estrutura portante em pedra arenito, era pintada de branco e tinha seus espaços interiores ornamentados com pinturas e esculturas de madeira policromada. Pode-se ver, também, a praça, o pomar e a horta.
Horário de Visitação no Sitio Histórico São Miguel Arcanjo: 9hs ás 12hs – 14hs às 18hs, de Terça-feira a Domingo. Durante o horário de verão: 9hs às 12hs – 14hs às 20hs
*Às segundas-feiras o Sítio não é aberto ao público.
Valor de Ingresso: R$ 5,00 e R$ 2,50 para estudantes e idosos.
Telefone para informações (IPHAN): (55) 3381-1399 ou 3381-1221
Endereço do acesso ao Sítio: Rua São Nicolau, nº 860 Mapa

Espetáculo de Som e Luz

O mais antigo espetáculo sem interrupçãoEspetáculo Som e Luz - Foto: Marconi Flach no Brasil faz com que seja possível compreender melhor a Saga dos Jesuítas e Índios Guaranis, especialmente o segundo ciclo missioneiro: como surgiram, desenvolveram-se e foram destruídos os 7 Povos das Missões. Com duração de 48 minutos, é apresentado todos os dias ao anoitecer em frente à Igreja do Sítio Arqueológico do único Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade do Sul do Brasil. Foi criado em 12 de outubro de 1978 pelo governo do Estado. Atualmente o gerenciamento é da municipalidade de São Miguel das Missões, que é o responsável pela administração e manutenção da estrutura. Os ingressos estão à venda 1h antes do início do evento na Secretaria Municipal de Turismo, em frente à guarita de acesso ao Sítio Arqueológico.
Horários: Durante o horário de verão – 21hrs30min
Fevereiro, Março, Abril, Agosto, Setembro, Outubro – 20hrs  Maio, Junho, Julho – 19hrs.
Valor do Ingresso: R$ 15,00 e R$ 7,00 para estudantes e idosos.
Endereço: Sítio Histórico São Miguel Arcanjo (ver endereço acima)
Informações: (55) 3381-1294 – Secretaria de Turismo

Museu das Missões

O Museu das Missões contém um dosmuseu_missoesC_8 principais acervos de imagens esculpidas do período Jesuítico-Guarani em todo o planeta. Em 1937 foi criado o SPHAN e, no mesmo ano, o arquiteto Lúcio Costa foi enviado ao Rio Grande do Sul para analisar os remanescentes dos Sete Povos das Missões e propor providências. A criação do museu foi uma das primeiras iniciativas do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, hoje IPHAN. Uma de suas propostas foi a de criar um museu para abrigar a estatuária missioneira dispersa pela região. Em 1938, os remanescentes do povoado de São Miguel e o prédio do museu foram tombados como Patrimônio Nacional e, em 1940, o Museu das Missões foi oficialmente criado. Entre 1938 e 1940, o arquiteto Lucas Mayerhofer dirigiu as obras de estabilização na Igreja de São Miguel e construção do prédio do museu. O recolhimento das imagens foi executado por João Hugo Machado entre 1939 e 1940. A estatuária missioneira acervo do Museu das Missões reflete a riqueza cultural da civilização que se desenvolveu na região, reconhecida por Voltaire, Montesquieu e os principais pensadores do mundo como um verdadeiro triunfo da Humanidade. O Museu foi Inspirado nas habitações dos missioneiros, com avarandado coberto por telhas de barro, e hoje é um marco que contém rica coleção pública de imagens, de rara beleza. São quase cem imagens, de tamanhos que vão de 15 cm a 2,20 m. A arte missioneira reflete a influência do barroco europeu da época e sua fusão com os traços indígenas. É interessante observar que a parte posterior das grandes imagens foi cavada pelos escultores índios e jesuítas com o objetivo de diminuir o peso e evitar rachaduras. Visitar o Museu das Missões é compreender a expressão da Unesco que reconhece nas Missões uma experiência sem precedentes na Humanidade.
Horário de Visitação: das 9hs ás 12hs – 14hs às 18hs de terça a domingo.
Valor do Ingresso: apenas o valor da entrada do sítio.
Endereço do Museu: Sítio Histórico São Miguel Arcanjo (ver endereço acima)

Fonte Missioneira

A Fonte Missioneira é uma obra arquitetônicaFonte Missioneira nas ruínas do sítio arqueológico de São Miguel das Missões. do período Barroco Jesuítico-Guarani com mais de 300 anos. Construída em pedra grês, foi descoberta em 1982 e restaurada em 1983, e está localizada a 1 km do Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo. A água colhida nesta fonte servia para o uso na redução, mas também para banhar-se, pois os levantamentos arqueológicos que atualmente estão sendo feitos mostram que abaixo dela há uma série de piscinas que possivelmente serviriam de local para o lazer dos indígenas. Além desta fonte acredita-se que existiam outras seis que abasteciam a Redução e que atualmente estão sendo arqueologicamente buscadas e exploradas, para posteriormente serem postas a disposição do público. A visitação é gratuita e os horários para visitas são das 9 às 12hrs e das 14 às 18hrs.
Horário de Visitação: Das 09 às 12 e das 14 às 18 horas, todos os dias da semana.
Valor do Ingresso: Entrada gratuita.
Endereço: Rua Jordão de França Bittencourt, sn. Mapa

Pórtico de São Miguel das Missões

O Pórtico de São Miguel das Missões, naPórtico São Miguel das Missões RS 536, é um monumento em homenagem aos Missioneiros. Localizado a 16 km da sede do Município, o pórtico possui esculturas que representam São Miguel Arcanjo, homens, mulheres e crianças da Nação Guarani, o Padre Jesuíta Cristóvão de Mendonza e Sepé Tiarajú. A frase dita por Sepé Tiarajú na Guerra Guaranítica está escrita em guarani: Co Yvy Oguereco Yara (Esta terra tem dono).
Endereço: Rodovia estadual RS-536 a 16km do centro da cidade.

Fazenda da Laje

O principal local de retirada dasfazenda_da_lage pedras para a construção da redução jesuítica, a 18 km do centro da cidade, você encontrará um atendimento qualificado, feito pelos proprietários, com a alegria, receptividade e simplicidade do povo missioneiro. Você passará momentos de encantamento ao desvendar a história e o misticismo da Lenda da Corrente, em um local onde muitos pesquisadores ainda hoje procuram o “Ouro das Missões”. A Fazenda da Laje abriga impressionantes vestígios de uma das pedreiras missioneiras usadas no século XVIII pelos índios guaranis e padres jesuítas para a construção dos prédios de São Miguel Arcanjo. Cercada de uma bela paisagem gaúcha a fazenda possui estrutura preparada para o turismo rural com muita história, gastronomia típica, passeios a cavalo, trilhas de caminhada, natureza exuberante e muito mais.

Aldeia Guarani

Verdadeiros donos destas terras, os Índios Aldeia Guarani - Foto: EBCguaranis foram os primeiros habitantes destas paragens e habitam o Rio Grande do Sul há mais de 2.500 anos. Foi nesta região que em 3 de maio de 1626, os padres da Companhia de Jesus, Roque Gonzales e Afonso Rodrigues inciaram contato com esta civilização buscando catequizar os nativos. A união entre os padres jesuítas e os índios guaranis se desenvolveu até a assinatura do Tratado de Madrid, o desenrolar das guerras guaraníticas que dizimaram e espalharam os guaranis pelo amplo território. Depois de séculos, os guaranis retornaram as Missões nos anos 1990, onde formaram a Aldeia Tekoa Koenju. Hoje é possível vê-los frequentemente no sítio arqueológico, onde realizam a venda de seus artesanatos típicos. Atualmente a aldeia guarani em São Miguel das Missões possui 237 hectares que, em 2001, foram comprados pelo governo do estado e cedidos aos índios.

Ponto de Memória Missioneira

Concebido e organizado originalmente por Valter Braga, o Ponto de Memória reúne inúmeros objetos que fazem referência à história da região missioneira e de seus habitantes, destacando-se neste cenário a presença de indígenas e de imigrantes de origem européia. O Ponto de Memória Missioneira possui em seu acervo um amplo leque de bens culturais, incluindo elementos arquitetônicos e construtivos. Ao mesmo tempo, seu acervo abrange artefatos e instrumentos utilizados por grupos de imigrantes que ocuparam o atual território de São Miguel das Missões entre os séculos XIX e XX, após o período de crise ocorrido com a expulsão dos jesuítas da América Portuguesa e com a Guerra Guaranítica. Também guarda bens representativos da cultura indígena, particularmente da comunidade Mbyá-Guarani. As práticas e rituais desenvolvidos no Ponto de Memória Missioneira estão conectados com a realidade social de seus protagonistas, que têm conservado e divulgado um conjunto de bens culturais nos quais os moradores encontram reconhecimento e identidade. O Ponto de Memória Missioneira, parceiro do Programa Pontos de Memória, está localizado em São Miguel das Missões, a 50 metros da Pousada das Missões.

Fontes: pousadamissoes.blogspot.com.brtenonde.com.br

X